A gestora KPTL vendeu a participação minoritária na Lamiecco, fabricante gaúcha de revestimentos laminados feitos de PET reciclado, por R$ 42 milhões, quase quadruplicando o capital inicial. O valor representa um retorno de 360% sobre os R$ 9 milhões aportados em 2014 pelo FIMA, fundo focado em inovação climática que tem BNDES e Spectra entre os cotistas.
A saída foi a maior já realizada pelo FIMA desde sua criação, sendo que já investiu em 11 companhias e vendeu sete. Segundo a KPTL, era uma aposta em uma companhia que está olhando a questão ambiental como oportunidade de geração de riqueza.
A gestora levou cerca de sete meses em negociações e quem comprou foram os próprios fundadores. Alexandre Figueiró, CEO, e Cladir Roso, do conselho, exerceram direito de preferência e ficaram com 100% da empresa que fundaram em 2007. Segundo o CEO, com o Ebitda crescendo 40% ao ano, a janela para recomprar estava se fechando.
A Lamiecco faturou R$ 100 milhões em 2025 e projeta R$ 150 milhões em 2026. A fábrica em Montauri, no Rio Grande do Sul, opera com automação pesada — “quase no escuro”, nas palavras de Figueiró —, o que permite escalar receita com pouca mão de obra. Até 2030, a empresa quer triplicar a área fabril e montar uma unidade de produção na Europa.
Para a KPTL, que tem 70 empresas no portfólio, a saída da Lamiecco está entre os maiores retornos, ao lado da venda da Nanovetores para a suíça Givaudan, em 2022, com retorno de 14 vezes.
Publicado por Pipeline.